O sistema se realimenta #1

tropa de elite 2

Eles servem para defender você deles mesmos

Era um lugar com muitos problemas, mas era seu lar. E não trocava aquilo por nada. Mentira, trocaria, se fosse na Farme de Amoedo ou na Avenida Atlântica. Mas sempre subiria lá. Por que ele não nega suas origens.

Lá tem vírus da dengue. Em todo lugar, há, mas, sejamos francos, aquele lixinho acumulado é também um lar. Para o mosquito. E é isto a essência de um lar maior, aquele seu lugar, onde há samba até de manhã. Com seus problemas, que a gente vai levando, mesmo com toda Brahma. E principalmente com ela, porque sem ela, sem o cigarrinho e o Big Brother, seria muito chato se deparar com o fato de que essa realidade não é boa.

Ela ficou grávida. Pode ficar com dengue. Pode ser perigoso para o filho, indesejado. O aborto é um horror, o que deve ser feito é largar o filho num mundo hostil, num lugar inadequado, com um pool genético num ambiente que não a levaram a lugar algum a menos de uma gravidez indesejada, e que, muito provavelmente, não levarão também o fruto daquele sexo. Talvez ele seja violento. Talvez jogue bola, pra morar na Europa e voltar ao lar nas férias. Tirar férias em Cabo Frio levando toda a sua raiz de samba no pé, funk na caixa, seus carrões roncando alto o motor. Ao lado da casa daquele aposentado, um mala, não aproveitou a vida. Reclama de tudo, um doente.

A contracepção é um horror. O pastor disse que não devemos interromper os planos d’O Criador e o tesão não é controlável, uma vez que, animais que somos, somos, por definição, pecadores. Fracos. Máquinas de procriação e, se a vontade d’Ele era da gravidez, não podemos colocar pílulas, camisinhas e, o mais horrível, pílulas do dia seguinte. Não duvide da ignorância, pode até ser que pense que seja apenas questão da vontade d’Ele, diretamente, sem contar que sua menstruação tivesse algo a ver. Mas não chamemos o pobre de ignorante. Isso é preconceito.

Os filhos vão para a escola todo dia. Não serão burros. Não gastam dinheiro com uma escola de qualidade, é muito caro, e já possuem dívidas que precisam ser pagas: do plano de minutos do celular, do Gato-Net atrasado e ainda precisa de um pouquinho pra gasolina do possante. Não é um carro do ano, não é exatamente aprovado pelo Detran, na verdade não tem muitas condições para rodar, mas sempre se dá um jeitinho, com bom-humor, e, se vier um guarda sacana, a gente tenta lidar como pode, e lá se vão mais 20 merréis. Luz e água estão na conta do vizinho, o trouxa que não faz gato, se recusou a liberar 300 conto pro técnico da região, e tá aí, sem ar condicionado. “Deus me livre, esse calorzão dessa cidade ficar sem ar”.

O ar condicionado é fundamental. O esgoto é bobagem, é só não pisar na água suja, aquele deputado prometeu que ia consertar, como era mesmo o nome dele? Não importa, ele foi safado, nunca mais pisou por lá, temos sangue novo na política, o Fulaninho Júnior vai nos salvar. Se bem que esse nome é familiar… Deve ter sido na televisão.

A escola tem merenda. Ao menos, isso tem de bom. Uma covardia colocarem as crianças nessas condições, o povo não pode pagar escola. E, cá entre nós, escola não é muito importante, todos sabemos que, pra se dar bem na vida, você tem que saber cantar ou jogar bola. Se você não é um nem o outro, só resta ser bandido. Médico, engenheiro, ator, são todos riquinhos, com o papai sempre lá para limpar sua bundinha. A escola é uma porcaria. Os alunos picham e os banheiros são quebrados. Alunos cantam e batucam a aula inteira, o professor é um saco, métodos ultrapassados, estressado, sempre querendo sacanear o aluno. Se ao menos ele tivesse em mente que está lidando com seres cujo cérebro não está totalmente desenvolvido… Com um amplo acesso à sexualidade. O que poderia fazer?

A água parada traz a dengue para a mulher grávida, que não pode usar métodos anticonceptivos devido ao líder religioso ali presente que, impede a entrada de informação, em especial, as que ponham em contradição sua posição ou seja também de sua ignorância. Graças a Deus, a dengue não piora, seu filho seguirá este caminho. A escola é ruim porque foi destruída, o professor se sente  desmotivado, a turma é hostil, quer pelo desconforto das instalações, quer pela preguiça, inerente à idade, de pensar. A aula perde qualidade e aquele aluno que se salvaria, também vai se perdendo: a aula é ruim, as instalações são ruins e os colegas zoam o nerd. Ele é fraco, não vai bater em ninguém, não sabe jogar bola nem cantar, vai acabar no McDonald’s. Pior caminho será aquele que não sabe jogar bola nem cantar e que é agressivo e ambicioso. Vai para o crime, vai morrer cedo, mas tem fé em Deus. Nada vai dar errado, se der, não tem nada a perder. Mas Deus é forte, vai enfraquecer aqueles que  se colocarem no caminho. E, sobrevivendo, sossega e Deus perdoa. É uma vítima do sistema? Mas quem são os culpados?  O estado? E quem faz o estado? Eles mesmos? A massa? A roda da realimentação. Mesmo com todo emblema, todo problema, a gente vai levando. Ele saiu, viu a paisagem da sua lage. Vê o mar, que mais ele precisa? Sua vida é maravilhosa

Um dia que começou ruim mas até que foi bom

Começamos com andanças e cansaço. Os ônibus cheios, não admito ficar em pé e ainda ter trilha sonora. Não admito, também, pagar mais caro e ter que esperar um tempão. Andei, andei, e mais ônibus cheios. Já ia me batendo um leve desespero , até que veio, finalmente , algo bilhetável com lugar para – a essa altura – descansar. A cena típica de chegar no ponto do segundo ônibus e ver o que veio lá da minha rua, vazio, chegando.  Segundo ônibus, motorista com caixinha de som, tava baixa, mas ainda é putaria isso. Acho que virou padrão da Ideal essas caixinhas, devem distribuir ai pros funcionários no lugar de kit refeição. Todos ficam felizes né. Trocador com pipiprawl. Achei que “é hoje”. Algumas moças bonitas ao redor. É, só essa faculdade mesmo pra eu ver tantas beldades. Ao menos só fiquei em pé no segundo ônibus que chega rapidinho. Chegaria, se não andasse como uma lesma, fazendo 1/3 do caminho na mesma tempo que o primeiro ônibus fez 2/3. Soube, ainda no ponto, da recepção aos calouros. Fiquei lá, me perguntando se deveria ir, lembrei do post sobre a diferença entre o acaso visto pelo homem (sorte) e a mulher (destino), e, isso sendo uma vil oportunidade, deveria explorá-la, apesar de ter quase certeza que não daria em nada. Correria, chamei um amigo (via gmail) para ir no tal evento. Descobri que vou ficar sem receber . Revolta… Incontrolável, mesmo sabendo não ser culpa daquele que me notificava, a culpa é do sistema. A recepção foi diferente do que eu pensava, era com todas as engenharias, muitas pessoas, nada de conhecer os futuros calouros do próprio curso, mas fiquei lá papeando um pouco e foi ok. Encontrei o Ian na hora do almoço e ganhei carona pra voltar ao trabalho. À tarde, não rendeu nada meu trabalho, então decidi fazer algo di diferente, caí fora e me arrisquei ir no LIG e achei de novo o Ian. Arrastei-lho para ir aleatoriamente na Urca, foi bom que passamos pela Ponte do Saber, vi navios enormes e a vista da Perimetral, que pode ter sido a última vez, já que, cedo ou tarde, a gente vai se encontrar ela será demolida. Então papeamos bastante, mais caminhadas (já estava exausto), comi mandioquinha no BOM Giraffas. Voltei pela São Clemente, onde vi pessoas fazendo coisas estranhas (aqueles números de circo de ficar enrolado num pano (procurei por circo pano altura e descobri que o nome é “Tecido”), aparentemente era uma aula disso). Estava à bordo do ônibus estranho de chão rebaixado, as pessoas parecem anãs lá de cima. Por sinal, os dois ônibus que peguei pra voltar (num RÉCORDE de pouco menos de 1 hora e meia) estavam com a roleta errada (524 com 176 e 748 com 732, esse por sinal, trocou o comum pelo raro, vai saber), viajei bastante ouvindo trance, ainda mais com a bela lua nova que estava se exibindo nesta noite.

Retrospectiva 2011

Histórias de Amor duram apenas 90 minutos

Ponte congestionada, Rodoviária movimentada. É… Há mais ou menos 1 ano, estava eu no meio dessa confusão, partindo para além dos lagos que dão esse apelido a região para a qual me dirigia. Estava vivendo uma época um pouco conturbada, de tristeza e pesadelos e aceitei essa aventura, com disposição a mudar um pouco, não só de ares, mas também de espírito. Então parti, passando pela Cidade de Deus, já para fugir de funkeiro de ônibus. Não lembro se já era a praga que é hoje, mas acredito que não, mesmo assim já temia e dava os primeiros passos no que, ao longo do ano, se tornou uma paranóia (que se intensificou ao longo deste ano em que aqui descrevo). Acabei indo em pé, e, seguindo o fluxo, fui me dirigindo, abordado por alguns camelôs, apesar do Choque de Ordem… Mais tarde, também seria abordado, mas de forma inversa, para comprar o que eu supostamente teria… Fique com a curiosidade e mantenho a audiência… Com chuva, atravessei a ponte, na escuridão. E se alguém apenas olhasse para os dias de chuva em todo o carnaval poderia se enganar, já que foi um verão quente. Muito quente… De alergias… As quais, neste momento em que escrevo, estão sendo superadas. Começo bem melhor que ano passado, sem alergias ou pesadelos. Talvez seja uma rotina mais adequada (ou mesmo, mais coisa para pensar ou para reclamar) ou a falta de academia… Mas afobado, querendo fazer mil coisas ao mesmo tempo, de adiar e procrastinar, como exemplo claro a escrita desta retrospectiva, tão atrasada, não sendo escrita na sua devida data tradicional, a corrida de São Silvestre… Sim, foi este que aqui descrevo sem computador ao seu fim…

Apesar de todos os escurregões, valeu a pena conhecer lugares novos… Mal sabem as pessoas que me levaram a estes lugares para me desprezar que eu gosto muito de explorar novos mundos… Um desses lugares fez jus ao nome e que Tears For Fears traz lembranças do churrasquinho na varanda, do mar intenso e de como sobrevivi a isto tudo… E a Taquara e o Jardim Botânico, conheci um pouco mais… A Pedra Bonita, não conhecia, acabei ganhando intimidade, com direito a gringa e motorista. E, finalmente, a Vila, que não esperava que se tornaria uma constante, algumas semanas depois de conhecê-la, a fim de melhorar (um pouco, bem pouco) minha vida, acabando se enfiando num poço de burocracia, o terceiro milagre de Natal que ainda está por vir…

Conheci Paulo Peidão, de mandar mingau de sagu quilômetros de distâncias, das vozes lá embaixo, de carreatas chegando, na volta anual da briga anual, de outra volta anual, mas que esta será a briga definitiva… De excluir, de vez, algumas gentes, assim, no plural, infelizmente (para o plural). Tivemos baixas na luta pela formatura… O Dia da Toalha e o dia na Tim, marcados por depressões calculadas pelo carpe diem que terminaram em pizza.

E quem diria que o ano da popularização da “Furada” teria começado com uma furada no Quality… Sem contar com a presença do calor pra aumentar os fails do começo do ano. Foi um começo de ano com Cavaleiros do Zodíaco fazendo parte da minha rotina (e se foi e voltou como Hades) e no qual tentei caçar um bom lugar que eu conseguisse papear, ler livros sem pagar e não ter que ir muito longe (e, de volta à essa questão, recentemente, acabei ficando com a opção da Universidade mesmo, apesar de que ainda não tentei a com C nem a Estácio, as quais posso ir, respectivamente, a pé e de bicicleta… Por falar em bicicleta, mantive a tradição dos tombos de Natal, o que acabou me trazendo a um camelo novo à bordo da Saveiro).

E minhas tentativas de fugir do calor e me manter com internet foram postas em prática com o auxílio do laptop, testei lugares como o Barrashopping. O esquema era ler um pouquinho nas livrarias, me manter no msn e me afastar um pouco do calor. Mas não funcionou muito bem, acaba que fica um ambiente muito agitado e dá muita preguiça de sair no calor. Mais tarde, essa história de me manter conectado viria a ser facilitada pela introdução do Android na minha vida (e, ao final do ano, pude aproveitar seu tecladinho muito mais: Finalmente aderi ao chip da Tim, para fazer chats abusivos e não ter nenhuma mensagem de Feliz Natal encaminhada). Muito útil, tão útil que foi almejado (mas corri para o frescão), e, na Uruguaiana, não vou mais passar, as curvas se acabam… E na Uruguaiana, eu não vou mais… entrar!

Foi um ano da multiplicação viciada e enlouquecida de “memes” (e aqui, coloco aspas pois estou lendo um livro que justamente deu origem a isso e nada tem a ver com carinhas capturadas ao acaso pela internet, mas sim, com genética, mas, sociologicamente falando, é um estudo bem interessante esse de como as coisas se espalham na internet e como trolls atuam), de ver Sou Foda na Sala de Estudos (deixo claro que não haviam pessoas além do meu grupo, fazer isso com gente não envolvida é paunocuzice, e não estou me contradizendo), sim, porque, apesar de ele ser do outro ano, ele manteve boa popularidade ao longo do ano… E, de lixo, virou música… A ponto de ter ouvido na Taquara, na tradicional loja de Jovens. Um começo de ano em que ficava explorando ao máximo essas tirinhas, foi bem condizente com o boom junto com o Facebook e o 9gag. Acho que hoje, as pessoas já não sabem mais se expressar na internet sem os FUU da vida. E, quando finalmente faço emoticons pro MSN, o MSN morre e a tosquera do chat do Facebook se torna a comunicação vigente. Mas não e porque as tirinhas com carinhas se multiplicou que as bobagens em vídeo não pararam (sem esquecer de mencionar o Rick Roll durante sonho e sonho em inglês). Tivemos Pôneis Malditos, Ai como eu tô bandida, NÃO SOU NÃO e o grande Dia de Rock Bebê, sucesso do Rock in Rio.


Sim, foi ano de Rock in Rio! De estar lá, mais uma contribuição falha premeditadamente calculada para dar certo mesmo com certas coisas previsíveis. Foram momentos épicos, de Sepultura e o palco Mundo lá longe… De ir até lá, sentir a energia do Skank de fora e, ainda que não tenha visto o Coldplay, foi um bom show, apreciado de casa… E, também ,de SWU, vistos da TV ou da internet, com bastantes coisas para se apreciar e conhecer. Barraco com Utraje a Rigor, show épico do Faith no More… Ainda vi alguma coisa do Planeta Terra; foi, portanto, ano para aumentar o cardápio musical: Hall and Oates, Angra, Avantasia, Faith no More, Kamelot, Aerosmith, Cavalera Conpirancy, entre outros. De novidades musicais com Dream Theater e Coldplay e a saída do Portnoy. Tivemos a perda da Amy Winehouse, fazendo música antiga na atualidade (que eu, particularmente, nao conheço muito a fundo, mas nao eh desagradavel) e a condenação do medico do Michael Jackson, que vai pegar uma cana menor que quem baixar sua musica na internet. Este moço, aproveitando que toquei no assunto, deve ter sofrido uma enorme pressao do proprio MJ.

Abril… O mês que é geralmente marcado pela depressão pós-parto, foi peculiarmente marcado por sensações agradáveis. Era um filme sem data definida pra estrear, mas já previsto, sonhado e com fim previsível, mas que não foi ruim de assistí-lo apesar de tudo. E, felizmente, tive quem precisei ao meu lado e isso que importa. Mesmo com uma vitície épica, me salvei… Foi ano de comer chocolate meio amargo… Descobrir que caminhar na praia sozinho é agradável e fiquei acostumado…

500 dias com ela

As manolagens foram intensas… Reclamei, usei fogo (Edguy) contra o fogo e fui feliz, desci no asilo, fui expulso do meu lugar ao som de gospel, desci fora do ponto pra pegar ônibus a mais  e caminhei muito. Enquanto meus joelhos doloridos permitirem, as caminhadas serão uma boa alternativa. E, algumas vezes, tento escapar, caminho mais, mas não tem jeito. As furadas me seguem. E conseguir se perder dentro do shopping perto do Natal pareceu tão natural… Tive dia de ônibus queimando, insistente louco da moto/táxi no ponto e o caos instaurado, pra chegar meia noite e meia, tivemos engarrafamentos épicos (com direito a pausa para pipi) com corte de caminho pelo canteiro, chegando antes das 2 horas do BU… E a loucura da mudança desnecessária de números veio de “brinde” com a inauguração dos BRS. Sim, aprendi que imprevistos acontecem quando se menos espera. E lembrei desta frase, ao som de Big Girls , nos lados de Caxias. De situações caóticas, tivemos o assassino de Realengo e o ódio ao exército no Alemão, que até hoje não ficou muito claro, mas deu para ver o comportamento agressivo das pessoas que lá moram… Vi carro em chamas na Francisco Bicalho, de noite, e aquele cheiro de queimado que me deu arrepios de realidade. Vi o pós-apocalipse do que restou daquela Segunda-Feira de cinzas (mas ainda não vi o ponto turístico que oculta o Theatro Municipal). Estamos presenciando insaciáveis tentativas de diminuir nossas liberdades, no Brasil  (PAC da Teocracia, Lei anti-Games) e no mundo (SOPA, PIPA, ACTA).

Foi ano de explorar o campus, e até usufruir do HU, do botão de desligar no ouvido, do xadrez nas aulas de Croqui, de pergunta idiota, de provãoDe desistir do Ubuntu, afinal, meu computador não foi projetado pra isso #OK , de indas e vindas, de Vagner Love, de Natal sem Worms e mais um ano de vaquinhas. Vaquinhas no caminho da autoescola. Sim, aprendi a dirigir. Nas mangueiras, nas luzes de Natal e na expectativa para um dos três Milagres Natalinos que acabou se realizando. Ainda falta um desses milagres… Terminei este ano ocupando bastante a cabeça. Isso é bom. Estou reclamão, tremendo, procrastinador, mas estou dormindo bem, estou motivado. E este 2012 já começa com os dois milagres natalinos de 2011 vindo à tona e ainda promete mais. É o inicio do fim e já sinto a mágica de ver as coisas como se tornando lenda. Ao contrário da mágica do Natal, que senti de forma bem tardia, acredito que por estar me mexendo demais.

Li bastantes livros, não tantos quanto poderia, muito menos quanto gostaria (e este é um número bem inflacionado), muitas compras de sebos, incluindo passeios na ilha. Entre as leituras, fora os mochileiros, Alucinações Musicais, Nós e o Universo, O Melhor das Comédias da Vida Privada, As portas da Percepção/Céu e Inferno, Fortaleza Digital e Muito além do Nosso Eu. Comprei muitos livros, principalmente com a mamata do estante virtual, dois  na Bienal (um também usado, mas outro novinho, bons contos de Luiz Fernando Veríssimo), na qual tive carona para a compra do ingresso com direito a longa caminhada na Bandeirantes… Entre as matérias, tive Economia, Algoritmos, Circuitos de Moreirão, Brafitetura, Eletrônica Final, desControle Linear 1 e 2, Histec, ITM (6), S-O-ro da paixão, BD+IA.

 Perdemos a menina do Rehab, supostamente morreu por falta de pinga. Essa música me dava a sensação de ser antiga, apesar de não ser… Perdemos Arlindo, perdemos Ernesto Sábato e perdemos Steve Jobs. Comecei a respeitar um pouco mais ele esse ano ainda, ele teve algum mérito, mas sempre ter em mente, lá do Piratas do Vale do Silício que ele é bem um filha da puta também. Mas esse discurso foi o responsável por melhorar um pouco minha imagem.

Então venha 2012 (na verdade já veio, e já está terminando seu segundo mês), com muitos desafios, com estatísticas favoráveis se mantendo, com funkeiros morrendo e tudo mais de bom que eu posso desejar.

Mais um Milagre Natalino

Finalizado mais um ciclo… Talvez por conta desta atividade, além, possivelmente, do estágio, minha cabeça anda suficientemente ocupada a ponto de evitar tristezas. Poderia incluir aí minha revolta com o quão desregulado anda o mundo, o que provoca uma decepção relevante, mas, nesse caso, é diferente de cair em pensamentos que levam ao desespero…

Sob um leve desespero, cumpri minha meta com uma pequena falha, insuficiente para me afastar da alegria de ser aprovado. Mesmo com o sinal fechado, a descida arriscada e o passo sutil, está cumprida a missão! E o fim se conectou ao começo de tudo, lá atrás, numa volta tumultuada no quarteirão da maria florinda. Lá estava de novo, no último dia, nos últimos atos antes de me dirigir para o desafio. Para, lentamente, apesar dos apelos dos que comigo estavam, da minha perna e da minha tradição, fechar o ciclo. Poder evitar tchumtcha do busão, dar umas voltinhas, facilitar idas e vindas esporadicamente… Tanto desejei e… finalmente!

Obrigado Marcos e Marcia por todo o apoio.

palio

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Vingança

v for vendetta

Se vingar desses seres que fazem o que querem seria bem interessante. Mas vivemos numa posição em que nada que fizermos pode afetá-los uma vez que precisamos agir dentro da lei e eles, não. Hoje, fui feito de otário no mercado, um malandro típico se moveu para a caixa que ainda estava abrindo. Ele estava atrás de mim na fila. Se todos fossem civilizados, a caixa ia chamar quem estava na minha frente para adiantar e tudo ia transcorrer sem muitas injustiças. Mas sempre é preciso ser malandro.

A verdade é que estamos, muitas vezes, de mãos atadas, sem qualquer poder de reação, é natural evitar brigas, ainda mais num mundinho violento como o atual. Supostamente, a evolução da tecnologia e do conhecimento diminuiram a violência banal, o que serve como ponto para mostrar que o meu mundinho, em particular, é bem animalesco.

Pensei em algumas coisas para me vingar do mundo, coisas que nunca farei, mas que conclamo alguém mais louco e tão revoltado a fazer…

1 – Pixar boate
A fonte nossa de barulho de todo fim de semana está lá intacta. Todos pixam a casa do cidadão, ninguém pixa a boate. Eu pixaria “Boate de Viado” assim eles seriam vítimas do próprio preconceito.

2 – Receber Satanás numa igreja evangélica
Por mais que o pastor te exorcize, você continua lá, indiferente falando em nome do tinhoso. Sim, porque pra mim, mexer com deus ou o diabo é bobagem, nenhum dos dois vai puxar meu pé à noite. Meu santo é forte.

3 – Arranhar carros avançando sinal/Avariar carros em vagas de deficientes
Sacar o canivete e arranhar aquele filha da puta que avançou o sinal, isso não tem preço. Um dia chego lá. Agora, sair amassando/quebrando retrovisor, aí já acho pouco provável, deixo a cargo do digníssimo leitor.

4 – Empurrar bicicletas que vêm na sua direção
Sim, porque a calçada não é lugar de correr. Eu sei exatamente que o motorista, na rua, não respeita nem o mínimo ao ciclista na beira da estrada, mas, por outro lado, o ciclista na calçada têm que estar consciente que não é seu ambiente destinado. Eu ja fiz isso algumas vezes, mas de leve. Queria ter culhão para fazer o filha da puta beijar o chão. Na passarela, na calçada. Moto já ficaria mais difícil, devido ao peso e velocidade maiores.

5 – Molotov
Já estou indo longe demais…

explosão clube da luta