Voltei a usar St. Anger

Metallica Sweet Amber

Depois de um tempão sem ouví-lo, voltei. Só dá pra ouví-lo com sangue no zoio mesmo. Mas, apesar de por um lado, ouví-lo já me deixava no clima de conflito, por outro, ele me incentivava a piorar o que era apenas ruim. Enfim, fiquei com Frantic me hipnotizando hoje na minha mente e decidi ouví-lo. Estou aqui, vibrando com ele. Lembrando das pseudo-merdas que fiz na rua.

I bite my tongue
Trying not to shoot back
No compromise
My Heart won’t pump the other way

*ouvindo Metallica (Shoot me Again, Sweet Amber e The Unnamed Feeling)

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636 veio premiado hoje

Eu ia a pé, mas, como acabo me aborrecendo com os avanços de sinal, peguei o ônibus apesar do engarrafamento. Já entrei com o fone, tentando seguir a filosofia do “você vai ter que ficar aí de qualquer maneira, então tente não perceber nada que te irrite”, mas consegui perceber a musiquinha de fundo. Fiz inúmeros exercícios de respiração, encarrei a funkeira, e decidi pôr a minha musiquinha alta também. Foi então que percebi que era música crente, o pior caso de filha da putagem escrota ridícula babaca estúpida que pode haver. Claro que não ia ficar ali muito tempo, era só pra ser uma amostra grátis de Slayer, sei lá eu acho que a pessoa pode cair a ficha que dois sons altos vira uma zona, enfim, não adianta porra nenhuma mesmo, decidi descer, faltando um quilômetro e meio. Puxei a cordinha com uma violência tal que machuquei minha mão, e, infelizmente, o piloto estava mais preocupado em “evitar a farra” dos alunos que estavam pra entrar no ônibus do que em abrir a porta. Como se o ônibus já não tivesse uma favela… Ahhh, quando ele falou “não quero ninguém falando palavrão no meu ônibus” para os alunos, enquanto a porta de trás CONTINUAVA FECHADA, eu berrei: Abre a porra da porta, caralho. Por que, com educação, ninguém que tinha pedido foi ouvido. Então ele ouviu e, com as risadas dos alunos, disse “Comé que é” eu respondi em tom de deboche com uma cara que deve ter sido de maluco mesmo, que é quando fico nervoso e falo “abre a porta ‘por favor’ “. Finalmente desci dessa praga e tentei pôr em prática o exercício físico do ódio. Porque não podemos disperdiçar essa adrenalina, o corpo se prepara para correr e atacar uma manada de deliciosos elefantes, mas aí você, na verdade, só está estressado e vai apenas se encaminhar para casa, sentar no sofá e receber todas os dividendos da adrenalina inutilmente emitida… Então, que seja usada para bombar o exercício físico. Não deu muito certo porque a primeira paralela que eu sabia que tinha era meio longe, tive que me conter, mas ainda assim não me contive e vários foram os sinais atravessados com perigo… Andei bem rápido (talvez gastando um pouco da adrenalina) e finalmente cheguei, fiz meu exercício. Então foi esse o combo: engarrafamento + música alta + crente + aluno. Me deu um pouco de coragem pra gravar, pretendo [SPOILLER] fazer um vídeo com o “melhor” do povo carioca, vídeo que provavelmente não fará sucesso algum, mas foda-se.

636 gardênia azul redentor 47758

A ALEGRIA !!!11!!! lixo

Sob um leve desespero

A bênção, nossa senhora do fim do período. Porque só assim para prosseguir, ainda mais levando porrada, procrastinando e ficando no vácuo…

Professor Watahell: Façam as questões das provas antigas que passei
-Professor, não consigo fazer algumas questões
-Então você vai se ferrar na prova

O nível é esse…  Então enrolei o suficiente para estar agora, à 10 e pouca da noite, começando o estudo para a prova de amanhã (não, não é a prova do esporro acima). Tá certo que estudei ao longo do período, sendo, inclusive, a única matéria que acompanhei no sentido pleno da palavra. Mas, nessa universidade federal, não é suficiente estar sabendo, tem que maximizar suas possibilidades: entendimento, conhecimento, macetes, exercícios, dúvidas resolvidas… E ainda assim, nem sempre é o suficiente… Não podia ter dado mole e, como resultado, estou aqui com o sentimento de culpa e vo dormir pouco, mais uma vez … Mas, fora tudo isso, tudo transcorreu bem nos ônibus hoje. Alelura!

*ouvindo Lenny Krevitz (Stand e Superlove)

A culpa é do macarrão

O novo bode expiatório é o macarrão. A culpa para toda a minha desgraça é o macarrão. Meu erro foi, lá atrás, ter recusado o macarrão, poderia culpar minha mãe por não ter me forçado a comer o maldito macarrão, mas ela não merece… E, tal qual posição de entidade divina – o Espaguete Voador – estou agora coletando o castigo por ter renegado-lhe.

Se eu tivesse comido macarrão lá atrás, não ficaria tenso pela batatinhas. Não seria alvo de bullying na hora do almoço e não teria um milhão de paranóias alimentícias. Enfim, não ia ter qualquer TOC alimentar. E, sem nenhuma paranóia alimentar, não haveria isolamento, apreensão ou ansiedade. Eu seria bem sucedido e todas as mulheres pagariam pau. Quem sabe até se eu comesse macarrão nem ia ser míope e ter monocelha. Talvez fosse menos estressado, tivesse uma sensibilidade menor ao apito da Nextel.  E teria coisas pra falar.

Talvez a culpa fosse do arroz. Ou mesmo da batatinha ou da mandioquinha, por serem tão superiores… Outra hipótese é que meu erro tenha sido, lá atrás, não ter ido comprar a balinha e pedido pra minha mãe falar com o baleiro. Aquela bobagem de dar o trocado na mão do filho e fazê-lo falar com o estranho é importante. É como dizia a professora da biologia, você tem q deixar seu filho em contato com as bactérias para criar imunidade, mas não jogá-la no lixo pra brincar. O mesmo com estranhos. A culpa é do baleiro.

Então sigo eu, cheio das birutices e dos TOCs e esse sou eu e conviva com isso. A maior parte dos dias, vivo bem quanto a isso, algumas vezes me lasco, outras me deprimo, outras vejo meu futuro desastroso. Mas estou indo bem.

*ouvindo: KISS (Love Gun e Lick it Up)

Dos otimistas e Pessimistas

Uma idéia (que já tinha) me foi exposta por um mestre um dia desses. A grande diferença entre um otimista e o pessimista é a seguinte: depois de 3 aviões caírem na mesma semana, o pessimista pensa “deve estar acontecendo algo, o próximo será o meu”. Já o otimista pensa: “a probabilidade de um avião cair é pequena, e já caíram três… O meu não terá a menor possibilidade”. Pensei numa adaptação para as viagens de avião no dia 11 de Setembro. “Esse é um dia tão manjado e deve estar com tanta proteção que…” ou “Este é um dia tão manjado e simbólico que…”. Mas não é exatamente sobre isso que queria dizer.Outro caso clássico é aquele famoso “graças a Deus que tudo está bem”. Uma pessoa acaba de quebrar a perna mas “graças a Deus” não vai ter que amputar. Ideal seria se nenhum acidente tivesse acontecido com a graça do senhor. Mais uma vez o ponto de vista atuando. Eu, particularmente, pensaria “Deus existe e está me sacaneando, que porcaria de vida, quebrei minha perna”, a menos que eu tivesse levemente alcoolizado (não, eu não quebrei a perna). Mas também não era sobre isso que queria explanar. Queria juntar essas idéias para mostrar meu sentimento atual. Estive perto de uma grande conquista, só me faltou atitude. Coisa de quem é matemático demais para acreditar em sinais subjetivos, sem o poder do evento certo. Não, nunca é certo. E nunca vou ter a certeza. Isso que me incomoda mais, fora o fato de poder ser recusado e eu odeio ser recusado. Me destrói. E essa idéia, como toda boa idéia, se apossou da minha mente como um bom parasita (parafraseando aqui, ao mesmo tempo o bom filme Inception e o bom livro Memórias Póstumas de Brás Cubas). Idéias levaram a Mal ao suicídio. Idéias levaram Hitler ao poder. Idéias levaram Brás Cubas à falência. Mas também fizeram coisas boas. Não creio que seja meu caso. Minhas idéias fixas, com freqüência fruto da falta de oportunidades que fazem de qualquer bobagem um evento que agita minha mente, costumam me deprimir. Por outro lado, já tive um pensamento sobre isso: antes idéias fixas frustrantes que pensar na morte. De fato, faz uns dias que penso mais na minha decepção comigo mesmo que na morte. Tá, digamos que eu penso na morte, mas não no dia que terei que encará-la, mais nela como se fosse um buraco bem fundo no qual eu gostaria de me enterrar de vez em quando, desde que esse buraco tivesse volta. A morte não tem e, como dito no Nerdcast do Avatar, não é uma saída legal. Sinto-me como se tivesse ganhado uma mala com um milhão e, no mesmo dia, me fosse retirada essa mala. Analisando friamente, não ganhei nem perdi nada, mas psicologicamente falando, é uma perda muito frustrante e desesperadora. E então vêm as idéias. A esperança idiota que eu tenho plena consciência que é traíra. Como um alcoólatra que tem certeza que, após beber, estará na sarjeta. Me resta a esperança que um raio caia novamente no mesmo lugar, que um avião possa cair outra vez no 11 de Setembro. Mas eu sei que não vai. Neste caso, ao contrário do exemplo anterior, a visão pessimista se torna a otimista e vice-versa, e eu assumo minha posição de sempre de que deus dá, sim, oportunidades. Só para eu disperdiçá-las e ser jogado na cara que eu não aproveito. Bem, esta é talvez a quarta ou quinta vez, talvez apenas quarta, num retrospecto bem superficial. E as outras três vezes me dizem que o raio não vai cair novamente, pelo contrário, a chuva toda vai para o lado totalmente oposto. Então, sigo eu, caminhando, porque, sim, eu ainda tenho esperanças, mas a esperança de que a próxima vez eu agirei corretamente. Fico ocupando minha mente recriando as situações, o que deveria ter feito. E, apesar do meu pessimismo bater na cara dizendo que não será diferente, que eu vou perder todas as oportunidades, eu tento achar uma saída, aparentemente não existe. Com um pouco da esperança traíra que o raio cairá novamente. E da outra esperança otária que a mala com um milhão voltará. E da esperança sem nenhum motivo para se ter de que eu vou conseguir resolver meus problemas. Mas sigo desanimado e ao mesmo tempo crendo que após o desânimo pode vir algo para compensar.

7/9/2010

Venha morar num lugar tranqüilo…

Venha morar no Condomínio Villarejo do Sossego, um lugar tranqüilo, onde ninguém vai atrapalhar seu som alto. Sinta a exclusividade de ser o único filha da puta da região!

Deve ser essa a linha de pensamento desses condomínios e, principalmente, dos novos moradores aqui da região. Em primeiro lugar, porque é completamente contraditório o fato de construir um condomínio em regiões calmas. O impacto na natureza (“venha morar próximo à natureza”) e no trânsito (“a 15 minutos da praia”), por si só, já ajudam a estragar o chamariz. E, soma-se a isso o fato de que pessoas transitando de madrugada, falando alto e fazendo festa no play acabam com o sossego de uma área outrora desabitada.

Outra coisa é que uma desgraça chama outra. A partir do momento em que tem o primeiro filha da puta, o espírito de porco de espalha, como fogo se espalhando no mato seco. Se fulano tem direito de chegar tarde fazendo farra ontem, amanhã eu tenho também terei. Nessa caso, tudo bem, é algo interno do condominio, se quiserem, se matem aí dentro. O problema é que, apesar de um feudo (geralmente não autorizado) que fecha ruas em prol dessa tal “tranqüilidade”, estes condomínios estão inseridos no bairro. E esse sentimento de feudo parece que faz os moradores perderem a noção que existem casas no bairro além das que estão no condomínio. São os mesmos moradores que fizeram a fama de lugar tranqüilo, bom de morar, aqueles mesmos que ficaram quietinhos e elogiaram a região quando você, novo morador do novo condomínio, estava pesquisando um bom lugar pra morar. Um lugar onde só você tenha o direito ao som alto, ao alarme de madrugada, à moto barulhenta, ao entra e sai de pessoas.

Nessas situações, geralmente o novo morador  – que destrói toda uma região, desvaloriza o meu terreno, diminui a qualidade de vida e atrai mais pessoas sem noção, com inveja do fato de poderem fazer sua desordem sem serem incomodadas – é o que dá as cartas. Há uma tendência das pessoas de achar que, na cidade grande, essas coisas são o padrão, que eu só poderia reclamar disso se tivesse em uma fazenda mas. PORRA, eu morava num lugar calmo, vendem o condomínio com o mesmo pretexto, acabam com meu sossego e eu que tenho que me mudar? E isso é um bom prejuízo, perder valor da casa por conta de “vizinhança agitada”, deixar de morar com quintal para se enfiar num apartamento apertado de mesmo valor, possivelmente com problemas similares. É a maldita máxima do “incomodado que se mude” isso é uma das maiores asneiras que já ouvi na vida, e traz esse sentimento de “tô aqui pra incomodar” ridículo do carioca, onde as pessoas indignadas são motivo de piada. Você reclama, é um velho…

Minha esperança é que mais gente reaja. Não é possível que tantas pessoas se infiltrem por ai em vizinhanças tocando o rebu sem nenhuma punição.