Uma saga para mudar a conta no BB

Vou contar aqui a minha saga para conseguir mudar minha conta no Banco do Brasil para o famigerado Pacote Digital. Um ano atrás, tinha pedido isto e uma moça mudou para um pacote que não tinha taxa, mas que é bem limitado e atualmente estou com ele, o Pacote de Serviços Essenciais. Ela havia me avisado que este não era o Digital, que precisaria fazer essa transição antes. Eu achei estranho ter limite de saques (4 saques), já que, como eu havia pesquisado, não havia limite algum, conforme vocês podem ver na figura abaixo, tirado do próprio site do Banco do Brasil, mas só de não estar descontando  a tarifa, já fiquei satisfeito e deixei o caso esfriar.

pacote_digital_bb

Até que aconteceu uma greve dos bancários, e os bancos não estavam aceitando fazer transações na boca do caixa. Fiz uma compra pela internet e precisava depositar na conta do vendedor no Bradesco, o qual, além de não estar fazendo as operações de boca do caixa, não tinha um caixa sequer fazendo depósito. Decidi apelar, então, para o DOC. Mas não sem antes conferir se não seria cobrada taxa, já que o DOC, normalmente, é uma operação paga e cara. Então, vi no meu extrato de serviços que eu teria direito a duas transações eletrônicas.

extrato_servicos_essencial

Limite de saques e de “transações eletrônicas” do pacote essencial

Fiz, então, o DOC achando que estaria dentro deste limite de “Transferência por meios eletrônicos”. Primeiro, tentei pela internet, sem sucesso. Fui, então, ao banco fazer o DOC no caixa eletrônico, com sucesso, porém, em poucos dias descobri que foi cobrada a taxa de R$4,50. Foi aí que descobri que não tinham mudado meu perfil coisa nenhuma e serviu para sair da inércia e ir ao gerente pedir a mudança completa. O primeiro pelo qual passei sabia vagamente do pacote, e não conseguia mudar pelo sistema dele, pedindo ajuda, então, ao gerente do Estilo, o qual, aparentemente é o único que sabe alguma coisa fora do bê-a-bá. Depois de um bom tempo entre tentativas em vão e indas e vindas do meu gerente ao gerente do Estilo, ele, por fim, desistiu, já com as pessoas nervosas na fila do atendimento (afinal, só havia um gerente para os clientes normais, o do Estilo ficava lá trabalhando em qualquer outra coisa), disse para deixar um pedido informal no verso do papel onde eu havia impresso o PDF do pacote do site do Banco do Brasil com minha assinatura e voltar dali a uma semana, porque, no momento, ele não ia conseguir realizar tal operação.

Voltei e era outro gerente. O segundo gerente foi bem cético quando eu disse que havia um pacote que não cobrava taxa de serviços, declarando “nunca ter ouvido falar”. Como achei que seria o mesmo gerente da semana passada, não tinha impresso o papel. Então, novamente, indas e vindas à gerente Estilo, que afirmou que, sim, existia o tal Pacote, ele mexia incessantemente no site do Banco do Brasil para achar o pacote, sequer tentava alterar meu pacote, ele se mantia cético, mesmo eu dizendo que já não pagava taxa, só queria meu direito a saques e DOCs sem cobrança. Disse para ele procurar no Google, mas ele não tinha acesso ao buscador.E eu disse “mas não pode usar nenhum buscador, bing, nada?”, era um problema simples, era colocar “pacote digital bb” no Google e dizer que estava com sorte. E eu não podia fazer isso do meu celular pela rede 3G, pelo fato de que é proibido usar celular no interior dos bancos. Mais um bom tempo perdido e ele disse que ia verificar como fazia a mudança, e que era para eu voltar na semana seguinte e tentar mudar pelo próprio site.

Voltei. Com o banco muito cheio, me dei a liberdade de passar à frente apenas para perguntar se ele já tinha descoberto como fazer e, dessa vez, poupei meu tempo, já que ele disse que não tinha descoberto ainda (duvido que tenha tentado). Não voltei nas semanas seguintes e tentei ligar para o callcenter, onde conversei como uma mulher que mais parecida um robô. Ao atender, ela falou muito rápido “númerodaagênciaecontaporfavor”, depois de eu pedir pra repetir mais duas vezes, ela disse devagar, então eu, sacanagero, falei o mais rápido que pude os dois números de uma só vez. Ela, naturalmente, não entendeu. Quando falei do meu caso, ela disse que a operação “não estava disponível pela internet”. O único modo de comunicação do BB que tive algum sucesso foi no Twitter, mas foi para outra situação. Vou tentar agora o SAC (0800 729 0722) e a ouvidoria (0800 729 5678). Quem sabe o Reclame Aqui (afinal, o texto já está pronto).

0800 robô

Hipocrisia

Da Wikipédia:

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui.

De fato, os demagogos gregos defendiam as classes mais pobres, em geral fazendo uso de violência e outros artifícios apelativos, sem restrições de ordem comum, alegando o benefício de suas próprias ações na defesa de direitos da maioria, justificando-se como tal uma oposição à aristocracia conjuntural.

O episódio dos rolezinhos fez brotar muits declarações hipócritas e/ou demagógicas. E essas declarações servem de exemplo para diferenciar a hipocrisia da demagogia:

Um exemplo de hipocrisia é o sujeito enaltecer o absurdo da preocupação de shoppings com as aglomerações de pessoas pobres (se a preocupação é de fato com o fato de serem pobres e negros ou não, é outra discussão) enquanto ele próprio alimenta rótulos ao pensar que todo pobre ou negro tenha como “cultura” correr e gritar em público.

Um exemplo de demagogia é o cara convocar um rolezinho para fazer coisas que ele acha que todo pobre e negro faz, com o objetivo disfarçado de combater o consumismo (argumento falacioso, pois os depoimentos dos próprios “rolezeiros” originais é de que eles gostam de gastar dinheiro, às vezes até o que não tem) ou de combater o preconceito, mas, sua real intenção é se promover nos seus próprios princípios.

Então chegamos à turma dos Petralhas, que possuem um QI abaixo do torcedor de futebol fanático que precisam apenas de uma confusão, para defender princípios que o próprio PT já esqueceu, para protestar contra o governo que está aí nos oprimindo, contra a mídia manipulativa. Por sinal, esse argumento da mídia manipulativa nos traz à tona uma  falácia clássica, “Tu quoque”, que consiste no “faço isso, mas fazem muito pior que eu”, como que um erro justifica o outro. De novo, à Wikipédia:

Tu quoque (tu também)
Consiste em admitir um erro que os outros também cometem, como se fosse uma desculpa.Ex.: Você também foi acusado de crime de corrupção.

E, então, todo o foco foi desviado, o que era apenas para ser uma ideia de adolescentes de perturbar os outros (adolescentes fazem isso) virou uma discussão social, e o evento foi apropriado por pessoas com as quais a turma do rolezinho não se importa.

SE VOCÊ É REAÇA E ESTÁ SE TREMENDO DE DESGOSTO COM MEU “CONSERVADORISMO”, LEIA A PARTIR DAQUI

Agora, se você é um reaça e chegou até o fim do texto (improvável), provavelmente pulando por desgosto (espero que tenha lido a  linha acima e parado aqui), como aconteceu comigo lendo o texto da Aliança Revolucionária do Proletário Jovem, gostaria de realizar um questionamento pacífico: qual seria a posição correta dos shoppings? Não com relação a barrar pessoas com base em cor de pele, roupa ou idade, isso acho que devemos concordar, que ninguém deve ser barrado já que é um espaço PRIVADO ABERTO AO PÚBLICO (isso também tem gerado muitos raciocínios errados na parte de quem condena o rolezinho, considerando o shopping como um espaço privado, o que não é, como explicado neste vídeo) e que sim, uma triagem na entrada do shopping seria preconceito e discriminação. Vale notar que shoppings costumam colocar avisos de proibido para pessoas descalças ou sem camisa, mas creio que isso não possa ser considerado alguma intolerância.

Mas gostaria de saber, caro reaça, qual deve ser a postura do shopping de acontecer um churrasco (não foi o que a turma do rolezinho fez, mas foi o que a turma do anarco-socialismo fez na sua versão do rolezinho), se colocarem música alta na frente de uma loja, se começarem a dançar em cima da mesa da praça de alimentação. Porque eu não me sentiria bem com uma situação dessas, assim como não me sinto bem quando colocam música alta no ônibus.

Será que um pouquinho de respeito ao próximo é ir contra a cultura do país? Aliás, será que esse comportamento favelado realmente é uma cultura? Será culpa dos trópicos, que estamos adotando um estilo dos países temperados num país tropical? Pode ser que eu tenha sido criado neste conceito “errado” e que a sociedade deva se tropicalizar mais, mas acredito que, para um bom convívio, não costumava nada abaixar a voz, passear com calma e ouvir sua música no seu fone, ou na sua casa num volume baixo.

É triste, mas é uma grande hipocrisia o coitadismo social, justificar um comportamento nocivo para algumas pessoas (e às vezes, até criminoso) como parte da condição social da pessoa.

Para mais ler um resuminho sobre os principais comportamentos de discussões com hipócritas, leia este link.

Ciclistas e Mautoristas

Em tempos de notícias de atropelamentos de ciclistas (aqui, aqui e aqui, por exemplo), era de pensar que os motoristas iam ficar com um pouco mais de cuidado (ou pelo menos, um pouco mais de dedos pra não aparecer na TV como assassino) para com os ciclistas. Tentei, hoje, adotar a tática do 1/3 da pista, mas não deu certo. Recebi buzinadas (tá certo que foi apenas uma buzinada, mas o cara buzinou durante um tempão, sendo que ele podia me ultrapassar com facilidade. Quando cedi a passagem, ele me fechou, claro. Aí ficou na mesma velocidade que eu, fiz aquele gesto de “guiando um cavalo”).

Vai Cavalo

Vai, Cavalo!

Em outras ocasiões, tive que mover meu guidão para não levar pancada nas ultrapassagens (umas 3 ou 4 vezes; bem rentes), mas como fiz em ruas de mão única, pode ser que isso tenha sido uma má idéia. Não tive cagaço de fazer isso nas ruas com mais de uma mão, por motivos de velocidade maior. Mas posso dizer que até esperava mais buzinadas; além disso, uma van me ultrapassou de forma segura e um ônibus me deu a preferência na hora em que ia acessar o ponto (pasmem). Mas isso pode ter sido só coincidência da calma inerente ao domingo… A princípio, vou continuar vivendo “na sarjeta”.

Sua presença é ruim, então faz um favor pra mim

VAI SE FUDER, NÃO GOSTO DE VOCÊ

 

Cabuloso e sincero, combinação corrosiva
Espalha meu discurso e devasta mais que uma ogiva

Nesse mundo tem coisa que você arremessa e não volta
A flecha lançada, a palavra falada e minha bota

Pisando na garganta de quem vem aqui pra me atrasar
Preguiçoso dá passagem todo mundo pra somar

Pseudo maltrapilho escutando funk sem fone
“mas se isso aí é rap, onde é que tá o boné da cone?”

Chorava ouvindo restart, usava calça amarela
Hoje paga de skate, maconha e finge que é da favela

Toma todynho e vai pra cama pirralho
420 maneiras de te mandar pro caralho

Eu sou um bosta, sim, vocês é que são bons
Mas o inimigo chegou na velocidade do som

Nem sei se vale a pena eu me estressar nessa porra
Jogando pérola ao porco na esperança que ele engasgue e morra

Vem pra somar? não! revolucionar? não
Parasita do planeta estragando o que há de bom
Sua presença é ruim então faz um favor pra mim
Vai se fuder, não gosto de você

Eu sou um calo no dedo do pé que foge da batalha
A mensagem é tão foda que corta feito navalha

Embaixo dessa aba reta sua cabeça estraçalha
Trazendo a verdade: sua vida é uma falha

Hoje tá cheio de marra, na escola é o cara
Mas o mundo dá voltas e essa porra um dia acaba

E quando o tempo passar, não vai ser mais descolado
É foda ser marrento de uniforme no supermercado

Seu boné não é de marca e seu skate é sacola
Carregando as compras de quem você zuava na escola

“a feinha tá bonita e a gordinha emagreceu”
E você que era malandro, tô ligado, se fudeu!

Eternamente inconformado que tenha que ser dessa forma
O amor até constrói, mas é o ódio que transforma

Se uma garrafa de pinga já ta bom pra você
Traz um isqueiro e um pedaço de pano pra você vê

Só faço aquilo que gosto e aquilo que der na telha
É foda ser bode num planeta cheio de ovelha

Querendo sempre mais e questionando tudo em volta
Plenamente satisfeito é nada mais que um idiota

Moleque manipulado, vacilão, cu de burro
Quero seu camaro amarelo explodindo no muro

Se acha o zica, quem é você arrombado?
A raiz podre de um fruto estragado

Vem pra somar? não! revolucionar? não
Parasita do planeta estragando o que há de bom
Sua presença é ruim então faz um favor pra mim
Vai se fuder, não gosto de você

 

Cauê falando por mim…

Já ia me esquecendo

Peço perdão e devo assumir o meu castigo. Reagi para o palhaço que estava chutando minha cadeira no ônibus (sempre o ônibus), não tinha como ficar quieto. Infelizmente, eu me joguei contra o banco antes de falar “se manca”, na verdade,  não falei se manca, falei “tá me chutando?” e depois “a perna aí…” Dei mole, fui reprovado hoje, no tratamento lixovico.