Ontem, um dia com altos e baixos

Apesar de estar fudido tanto no físico quanto no intelectual, tirei a sexta de manhã pra fazer bobagens na interneta e surpresa… postei aqui. Ontem foi um dia e m que ou me fudi dramaticamente ou me dei bem.

De manhã, o ônibus demorou à beça, MAS tava sem trânsito e o motorista não era crente. MAS uma passageira provavelmente de cotas/enem colocou música… alta… crente… e cantou… e leu a bíblia em voz alta! Ou seja , fez do ônibus seu culto.Fiquei pra jogar meu fone nela (já que é inútil pois estou sem musiquinha).Cheguei atrasado, MAS o professor também chegou…

As diferentes reações ao meu braço quebrado: profa de bda ficou preocupada se eu ia de bicicleta pra faculdade, conhecidos perguntaram com atenção, chefe perguntou se tava tocando tanta punheta assim, motorista de ônibus da volta falou que eu apanhei da mulher.

Peguei o último lugar na volta MAS era no sol. Tinha um casal de namorados retardado que não calava a boca, até a garota finalmente falar “para de falar um pouquinho que eu quero dormir”. Ela nãoparava de reclamar do fato de estar em pé e ele falava qq coisa como se fosse comediante, o nível da falta de assunto era tanto que puxou assunto  com ela sobre meu gesso! Adoro essas situações em que a pessoa começa a falar como se vc não tivesse ali ouvindo. O segundo bus veio rápido MAS encheu de estudante de escola, MAS eles não colocaram música alta, MAS gritaram pa caceta. Almocei cedaço, isso foi bom ,msa não tinha trakinas pro lanche. E, finalmente, vou pra Floripa, vou e volto no msm dia,  que me motivou a gostar da idéia… sobre andar de avião, tomarei uns rivotril e tentarei dormir, pois ficarei com medinho.

Apenas o nascer de um dia no Rio de Janeiro (possível repost)

Saio de casa ainda com sono, meu cérebro ainda está dando boot, mas não há tempo a perder. Vou caminhando e me deparo com a primeira pichação. Vou começando a acordar para as desgraças do dia, viro uma esquina e me junto a uma pequena multidão andando como zumbis em direção à mesma rua, a estrada principal onde passa o transporte e logo percebo um rádio tocando funk alto, cortando o silêncio. Uma saudação em forma de berro da outra calçada também pode romper o silêncio. São seis da manhã, não acredito ser apropriado uma música dessas e um berro desses. Possivelmente será assim também no transporte. Seguindo em direção à estrada, posso avistar um carro indo pela contramão e outros avançando o sinal vermelho: são 6 da manhã ainda, por que é que deveriam cumprir as leis. É a transição dos sem noção da noite para os estressados da manhã e lá vou eu, me arriscando, desafiando esses dois grupos. Possivelmente serei xingado por atravessar na faixa, ignorando os que avançam o sinal. O transporte passa cheio e você, amaldiçoado pelo conhecimento, sabe que o transporte implementado ali não é adequado. À essa altura eu já estou praticamente acordado e acordo totalmente quando entro na condução e ninguém se oferece para segurar a mochila, então lembro que possivelmente 90% das pessoas sentadas neste transporte são cristãs e vão para a igreja todo domingo se certificar que o reino dos céus é para quem é generoso e solidário. Pelo menos era isso que diziam na época que eu fiz catequese. O Bom dia dado ao motorista não é respondido e o carregamento está completo. Estou 100% acordado e estressado, pronto para um dia, para atrasos e decepções.