O que a memória não apaga

A tinta da impressão do vale guardado há de apagar…

11-10-10

11-10-10

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Um dia digno de nosta

Acordei hoje sem saber se vou me formar nessa semana ou só em Agosto. E, até o presente momento, ainda não sei. Mas resolvi fazer meu ritual de fim-igual-ao-início (TOC?) e peguei meu 910 rumo à Cidaduni. Claro que, sete anos depois, o trânsito piorou, os ônibus vão mais cheios e minha tolerância diminuiu, mas, apesar de ter avistado o 958 (devia ter descido), prossegui no meu TOC. Até Madureira tudo bem, na verdade, até Irajá. Mas já sabia que algo estava pra dar errado, e não foi a cracuda na Edgard Romero tacando uma pedra no ônibus que me indicou isso, foi o motorista do 910, falando ao celular “você só conseguiu chegar no ponto final agora? tô fudido” ou algo assim, a parte do tô fudido certamente ele não falou, mas o tom de voz dava essa impressão. Então, em Vicente de Carvalho, o ônibus ficou parad por 15 minutos, alguns desceram algo longo desse tempo, eu acho que fui na quarta ou quinta leva de desistentes. Segundo um passageiro, só melhorava na Avenida Meriti e, como quão distante dali essa avenida é (agora sei, graças ao Google Maps) e, mesmo que fosse perto, ainda provavelmente teria trânsito no caminho do trem (estação de Olaria), desci e andei até a estação de Irajá, para pegar o metrô. Não era longe dali, na verdade, a parte chata foi torrar 4 reais e 15 centavos à toa. Pelo menos o ar condicionado do metrô tava bom (acho que era um dos novos trens chineses) e não estava absurdamente cheio.  Eis uma animação do meu caminho de hoje:

Jacarepaguá Fundão via Vicente de Carvalho

Sobre a obra da Transcarioca (uma das motivações de pegar esse caminho, além, claro, da coisa romântica e poética de conectar o início ao fim), há um desvio na Rua Cândido Benício, pela Rua Pedro Teles, na altura da Praça Seca, na Rua Barão. O viaduto do mergulhão (lembrando do acidente do 328, mais um provando que, quando as coisas podem dar errado, vão dar errado em 2013) tem a tal proteção que evitaria o desabamento de veículos, assim como, ao contrário do que eu pensava, o já antigo viaduto Negrão de Lima.

Mestres e Monstros

Estou prestes a completar um ciclo, que começou com uma grande alegria, como meu professor de história na escola previu, mas que não termina como uma alegria maior ainda, como o mesmo professor disse (“É uma alegria quando entra e outra maior quando sai”), sinto que vou sentir falta desses anos. Talvez ainda me aventure no mestrado, até porque a UFRJ te empurra bastante a isso.  Estou contente por terminar, mas não é uma alegria do tipo “que bom que me livrei disto”, é mais uma alegria que pode ser resumida como “venci mais um desafio”. Gosto de desafios e às vezes, até acredito que sou viciado nisso.

viciado em trabalho

graças a deus é segunda

E, terminando este ciclo, gostaria de começar minha análise, ainda que precoce (mais tarde, lerei isso e , talvez, discorde de tudo, mas vale o registro), retornando ao primeiro dia de aula nesta digníssima universidade. A primeiríssima aula foi de Cálculo I, chovia no dia, cheguei um pouco atrasado e já estava frenética a aula, bem no estilo de aulas de filmes (mais tarde, veria que não é como nos filmes). Mas é sobre a segunda aula do dia que gostaria de falar neste momento. Era aula de Química I e tive a sorte de pegar nesta disciplina, um professor do tipo “mestre, que foi o primeiro que conversou com a turma sobre a faculdade (Cálculo I realmente seria mais complicado de ter uma relação mais íntima, tem muitos repetentes e pessoas de outros cursos, era uma coisa mais heterogênea, quem tava ali pela terceira vez definitivamente não queria ouvir discurso sobre “ser calouro”).

Cálculo com Geometria Analítica

Fiz cálculo com Leithold, ao contrário desses jovens criados a Stewart com pêra

Abrirei um parênteses aqui para mostrar o que quis dizer com um professor “mestre”. Existem três tipos de professores (embora, há quem defenda que há mais e outros que há apenas um tipo): o professor, o mestre e o dificultador. Professores ensinam, bem ou mal, e te avaliam, de forma rígida ou, menos provável, “mamata”. E não são aí as várias combinações dessas qualidades que geram o tipo de professor, estes são apenas professores. Não vão além disso, nem para o bem, nem para o mal. Provavelmente não serão lembrados no futuro, no máximo, serão lembrados se você teve mais dificuldade ou muita facilidade de passar com ele. O segundo tipo é o mestre: é aquele que te ensina  a matéria e, mais que isso, te ensina a viver. Seja com relação à sociedade ou à profissão. São os mestres que olham seu trabalho, mesmo não sendo professor da disciplina que você está trabalhando, mas se interessam e tentam ajudar. São os mestres que você tem gosto de assistir a aula, mesmo que seja uma coisa muito chata. Mestres serão lembrados… Assim como a terceira categoria, os dificultadores. Ninguém esquece. Esses são aqueles que você ri depois que passa, mas que, quando está fazendo a matéria, quer mais é a morte desse filho da puta. Você sofre pra ter histórias pra contar depois. São esses que o cara pergunta pra você na entrevista de emprego “como foi ter aula com ele” e você fica naquela indecisão, se fala “terrível, ele não me ensinava nada e fazia questão de cobrar coisas absurdas na prova”, saindo como sincero ou ofendendo um colega admirado do entrevistador, ou se fala apenas “tive que estudar muito”.

Profesores podem carrascos ou mamata. Mestres não são nenhum dos dois. Dificultadores sem dúvidas são carrascos

Professores podem ser carrascos ou mamata. Mestres não são nenhum dos dois. Dificultadores sem dúvidas são carrascos

Juntos, estes três espécimes formam o ensino da Universidade. Mas não só de ensino se faz a faculdade. Muitos dificultadores dão uma importância desproporcional à pesquisa. A UFRJ não é uma instituição ensino, mas de pesquisa. E creio que seja assim no resto do mundo, pois as reclamações noutros países costuma ser similar. Dificultadores possuem sua função, formar profissionais autodidata. Podemos aqui reclamar de quem faz de tudo para reprovar uma turma, mas, no fim das contas, se fossem só flores, acabaríamos mal acostumados. Pode ser que não, afinal, existem também “professores” (no sentido que usei para a classificação) ruins e geralmente a avaliação é dura. Neste caso, já teríamos nossa cota de Introdução à Autossuficiência (disciplina das entrelinhas). Porém, a questão é que alguns professores vão te jogar na cara que não adianta estudar sozinho, ir a todas as aulas/matar todas as aulas para estudar sozinho, você vai se fuder. Isso classifica os dificultadores. E acredito que sua motivação seja a má vontade com o ensino em si, pois, se dependessem deles, ficariam apenas na pesquisa. Não é uma crítica à pesquisa, ela é fundamental para esta instituição e conheci mestres muito dedicados à pesquisa e ao ensino (um até mais dedicado à pesquisa que ao ensino e ainda assim, deve ser considero um mestre), assim como existe um mestre totalmente dedicado ao ensino. Mas o que quero criticar é que, uma vez que a aula faz parte da profissão “Professor da Universidade”, ela não deve ser negligenciada. Tá certo que um professor, num laboratório, é multitarefa: além de professor e pesquisador, é orientador, administrador, alguns fazem até consultoria, além de sua vida pessoal. Ou seja, é difícil manter uma aula atualizada… Entretanto, não custa, pelo menos uma vez na vida, recomendar uma bibliografia decente e preparar um material minimamente organizado. Mesmo que a ementa fique parada no tempo, o aluno pode ser capaz de desenvolver o raciocínio, mais uma disciplina das entrelinhas. Um desses mestres certa vez disse que muito do que se aprendia não servia, na prática, mas preparava o cérebro. Muitas disciplinas não serão usadas no dia-a-dia do profissional, mas tiveram como função ter um cérebro musculoso e esbelto.

Bitch please, eu faço UFRJ

Bitch please, eu faço UFRJ

Mas voltemos aos tempos de calouro. Minha primeira aula e o belo discurso de um verdadeiro mestre.  Não lembro como foi a aula em si, ele deve ter falado sobre a ementa do curso (como é costume nos primeiros dias de aula) e dado matéria também, mas lembro que ele terminou mais cedo e falou sobre a importância da faculdade. Da função social do estudante, perante a sociedade que paga os impostos e nos mantém, até mesmo o cara que mora na favela e não paga uma conta está pagando impostos quando compra seu feijão com arroz. Que nós, como calouros, não precisávamos nos submeter a nenhuma brincadeira que não quiséssemos. A essa altura, os veteranos estavam nos aguardando ansiosamente no lado de fora da sala, apesar de não ter vista para o lado de fora, mas tem uma vista maravilhosa da cidade, incluindo Pão de Açúcar, Corcovado e Baía da Guanabara. Suas palavras me tornaram mais inteligente e humano em 1 hora do que todas essas disciplinas de humanas que, pra mim, só servem pra atrasar nossa vida.

CT UFRJ

Vista (ainda tenho que tirar um dia pra fotos)

Então fico por aqui, outro dia escrevo mais, mas não prometo nada. Termino com uma frase: “a universidade está formando profissionais que ainda não existem para um mercado que ainda não existe”.

Retrospectiva 2011

Histórias de Amor duram apenas 90 minutos

Ponte congestionada, Rodoviária movimentada. É… Há mais ou menos 1 ano, estava eu no meio dessa confusão, partindo para além dos lagos que dão esse apelido a região para a qual me dirigia. Estava vivendo uma época um pouco conturbada, de tristeza e pesadelos e aceitei essa aventura, com disposição a mudar um pouco, não só de ares, mas também de espírito. Então parti, passando pela Cidade de Deus, já para fugir de funkeiro de ônibus. Não lembro se já era a praga que é hoje, mas acredito que não, mesmo assim já temia e dava os primeiros passos no que, ao longo do ano, se tornou uma paranóia (que se intensificou ao longo deste ano em que aqui descrevo). Acabei indo em pé, e, seguindo o fluxo, fui me dirigindo, abordado por alguns camelôs, apesar do Choque de Ordem… Mais tarde, também seria abordado, mas de forma inversa, para comprar o que eu supostamente teria… Fique com a curiosidade e mantenho a audiência… Com chuva, atravessei a ponte, na escuridão. E se alguém apenas olhasse para os dias de chuva em todo o carnaval poderia se enganar, já que foi um verão quente. Muito quente… De alergias… As quais, neste momento em que escrevo, estão sendo superadas. Começo bem melhor que ano passado, sem alergias ou pesadelos. Talvez seja uma rotina mais adequada (ou mesmo, mais coisa para pensar ou para reclamar) ou a falta de academia… Mas afobado, querendo fazer mil coisas ao mesmo tempo, de adiar e procrastinar, como exemplo claro a escrita desta retrospectiva, tão atrasada, não sendo escrita na sua devida data tradicional, a corrida de São Silvestre… Sim, foi este que aqui descrevo sem computador ao seu fim…

Apesar de todos os escurregões, valeu a pena conhecer lugares novos… Mal sabem as pessoas que me levaram a estes lugares para me desprezar que eu gosto muito de explorar novos mundos… Um desses lugares fez jus ao nome e que Tears For Fears traz lembranças do churrasquinho na varanda, do mar intenso e de como sobrevivi a isto tudo… E a Taquara e o Jardim Botânico, conheci um pouco mais… A Pedra Bonita, não conhecia, acabei ganhando intimidade, com direito a gringa e motorista. E, finalmente, a Vila, que não esperava que se tornaria uma constante, algumas semanas depois de conhecê-la, a fim de melhorar (um pouco, bem pouco) minha vida, acabando se enfiando num poço de burocracia, o terceiro milagre de Natal que ainda está por vir…

Conheci Paulo Peidão, de mandar mingau de sagu quilômetros de distâncias, das vozes lá embaixo, de carreatas chegando, na volta anual da briga anual, de outra volta anual, mas que esta será a briga definitiva… De excluir, de vez, algumas gentes, assim, no plural, infelizmente (para o plural). Tivemos baixas na luta pela formatura… O Dia da Toalha e o dia na Tim, marcados por depressões calculadas pelo carpe diem que terminaram em pizza.

E quem diria que o ano da popularização da “Furada” teria começado com uma furada no Quality… Sem contar com a presença do calor pra aumentar os fails do começo do ano. Foi um começo de ano com Cavaleiros do Zodíaco fazendo parte da minha rotina (e se foi e voltou como Hades) e no qual tentei caçar um bom lugar que eu conseguisse papear, ler livros sem pagar e não ter que ir muito longe (e, de volta à essa questão, recentemente, acabei ficando com a opção da Universidade mesmo, apesar de que ainda não tentei a com C nem a Estácio, as quais posso ir, respectivamente, a pé e de bicicleta… Por falar em bicicleta, mantive a tradição dos tombos de Natal, o que acabou me trazendo a um camelo novo à bordo da Saveiro).

E minhas tentativas de fugir do calor e me manter com internet foram postas em prática com o auxílio do laptop, testei lugares como o Barrashopping. O esquema era ler um pouquinho nas livrarias, me manter no msn e me afastar um pouco do calor. Mas não funcionou muito bem, acaba que fica um ambiente muito agitado e dá muita preguiça de sair no calor. Mais tarde, essa história de me manter conectado viria a ser facilitada pela introdução do Android na minha vida (e, ao final do ano, pude aproveitar seu tecladinho muito mais: Finalmente aderi ao chip da Tim, para fazer chats abusivos e não ter nenhuma mensagem de Feliz Natal encaminhada). Muito útil, tão útil que foi almejado (mas corri para o frescão), e, na Uruguaiana, não vou mais passar, as curvas se acabam… E na Uruguaiana, eu não vou mais… entrar!

Foi um ano da multiplicação viciada e enlouquecida de “memes” (e aqui, coloco aspas pois estou lendo um livro que justamente deu origem a isso e nada tem a ver com carinhas capturadas ao acaso pela internet, mas sim, com genética, mas, sociologicamente falando, é um estudo bem interessante esse de como as coisas se espalham na internet e como trolls atuam), de ver Sou Foda na Sala de Estudos (deixo claro que não haviam pessoas além do meu grupo, fazer isso com gente não envolvida é paunocuzice, e não estou me contradizendo), sim, porque, apesar de ele ser do outro ano, ele manteve boa popularidade ao longo do ano… E, de lixo, virou música… A ponto de ter ouvido na Taquara, na tradicional loja de Jovens. Um começo de ano em que ficava explorando ao máximo essas tirinhas, foi bem condizente com o boom junto com o Facebook e o 9gag. Acho que hoje, as pessoas já não sabem mais se expressar na internet sem os FUU da vida. E, quando finalmente faço emoticons pro MSN, o MSN morre e a tosquera do chat do Facebook se torna a comunicação vigente. Mas não e porque as tirinhas com carinhas se multiplicou que as bobagens em vídeo não pararam (sem esquecer de mencionar o Rick Roll durante sonho e sonho em inglês). Tivemos Pôneis Malditos, Ai como eu tô bandida, NÃO SOU NÃO e o grande Dia de Rock Bebê, sucesso do Rock in Rio.


Sim, foi ano de Rock in Rio! De estar lá, mais uma contribuição falha premeditadamente calculada para dar certo mesmo com certas coisas previsíveis. Foram momentos épicos, de Sepultura e o palco Mundo lá longe… De ir até lá, sentir a energia do Skank de fora e, ainda que não tenha visto o Coldplay, foi um bom show, apreciado de casa… E, também ,de SWU, vistos da TV ou da internet, com bastantes coisas para se apreciar e conhecer. Barraco com Utraje a Rigor, show épico do Faith no More… Ainda vi alguma coisa do Planeta Terra; foi, portanto, ano para aumentar o cardápio musical: Hall and Oates, Angra, Avantasia, Faith no More, Kamelot, Aerosmith, Cavalera Conpirancy, entre outros. De novidades musicais com Dream Theater e Coldplay e a saída do Portnoy. Tivemos a perda da Amy Winehouse, fazendo música antiga na atualidade (que eu, particularmente, nao conheço muito a fundo, mas nao eh desagradavel) e a condenação do medico do Michael Jackson, que vai pegar uma cana menor que quem baixar sua musica na internet. Este moço, aproveitando que toquei no assunto, deve ter sofrido uma enorme pressao do proprio MJ.

Abril… O mês que é geralmente marcado pela depressão pós-parto, foi peculiarmente marcado por sensações agradáveis. Era um filme sem data definida pra estrear, mas já previsto, sonhado e com fim previsível, mas que não foi ruim de assistí-lo apesar de tudo. E, felizmente, tive quem precisei ao meu lado e isso que importa. Mesmo com uma vitície épica, me salvei… Foi ano de comer chocolate meio amargo… Descobrir que caminhar na praia sozinho é agradável e fiquei acostumado…

500 dias com ela

As manolagens foram intensas… Reclamei, usei fogo (Edguy) contra o fogo e fui feliz, desci no asilo, fui expulso do meu lugar ao som de gospel, desci fora do ponto pra pegar ônibus a mais  e caminhei muito. Enquanto meus joelhos doloridos permitirem, as caminhadas serão uma boa alternativa. E, algumas vezes, tento escapar, caminho mais, mas não tem jeito. As furadas me seguem. E conseguir se perder dentro do shopping perto do Natal pareceu tão natural… Tive dia de ônibus queimando, insistente louco da moto/táxi no ponto e o caos instaurado, pra chegar meia noite e meia, tivemos engarrafamentos épicos (com direito a pausa para pipi) com corte de caminho pelo canteiro, chegando antes das 2 horas do BU… E a loucura da mudança desnecessária de números veio de “brinde” com a inauguração dos BRS. Sim, aprendi que imprevistos acontecem quando se menos espera. E lembrei desta frase, ao som de Big Girls , nos lados de Caxias. De situações caóticas, tivemos o assassino de Realengo e o ódio ao exército no Alemão, que até hoje não ficou muito claro, mas deu para ver o comportamento agressivo das pessoas que lá moram… Vi carro em chamas na Francisco Bicalho, de noite, e aquele cheiro de queimado que me deu arrepios de realidade. Vi o pós-apocalipse do que restou daquela Segunda-Feira de cinzas (mas ainda não vi o ponto turístico que oculta o Theatro Municipal). Estamos presenciando insaciáveis tentativas de diminuir nossas liberdades, no Brasil  (PAC da Teocracia, Lei anti-Games) e no mundo (SOPA, PIPA, ACTA).

Foi ano de explorar o campus, e até usufruir do HU, do botão de desligar no ouvido, do xadrez nas aulas de Croqui, de pergunta idiota, de provãoDe desistir do Ubuntu, afinal, meu computador não foi projetado pra isso #OK , de indas e vindas, de Vagner Love, de Natal sem Worms e mais um ano de vaquinhas. Vaquinhas no caminho da autoescola. Sim, aprendi a dirigir. Nas mangueiras, nas luzes de Natal e na expectativa para um dos três Milagres Natalinos que acabou se realizando. Ainda falta um desses milagres… Terminei este ano ocupando bastante a cabeça. Isso é bom. Estou reclamão, tremendo, procrastinador, mas estou dormindo bem, estou motivado. E este 2012 já começa com os dois milagres natalinos de 2011 vindo à tona e ainda promete mais. É o inicio do fim e já sinto a mágica de ver as coisas como se tornando lenda. Ao contrário da mágica do Natal, que senti de forma bem tardia, acredito que por estar me mexendo demais.

Li bastantes livros, não tantos quanto poderia, muito menos quanto gostaria (e este é um número bem inflacionado), muitas compras de sebos, incluindo passeios na ilha. Entre as leituras, fora os mochileiros, Alucinações Musicais, Nós e o Universo, O Melhor das Comédias da Vida Privada, As portas da Percepção/Céu e Inferno, Fortaleza Digital e Muito além do Nosso Eu. Comprei muitos livros, principalmente com a mamata do estante virtual, dois  na Bienal (um também usado, mas outro novinho, bons contos de Luiz Fernando Veríssimo), na qual tive carona para a compra do ingresso com direito a longa caminhada na Bandeirantes… Entre as matérias, tive Economia, Algoritmos, Circuitos de Moreirão, Brafitetura, Eletrônica Final, desControle Linear 1 e 2, Histec, ITM (6), S-O-ro da paixão, BD+IA.

 Perdemos a menina do Rehab, supostamente morreu por falta de pinga. Essa música me dava a sensação de ser antiga, apesar de não ser… Perdemos Arlindo, perdemos Ernesto Sábato e perdemos Steve Jobs. Comecei a respeitar um pouco mais ele esse ano ainda, ele teve algum mérito, mas sempre ter em mente, lá do Piratas do Vale do Silício que ele é bem um filha da puta também. Mas esse discurso foi o responsável por melhorar um pouco minha imagem.

Então venha 2012 (na verdade já veio, e já está terminando seu segundo mês), com muitos desafios, com estatísticas favoráveis se mantendo, com funkeiros morrendo e tudo mais de bom que eu posso desejar.

Da Presença

Errado falar que não está mais entre nós. Muito pelo contrário, está presente e enraizado, em cada careta, cada mania, cada bordão que carregaremos para todo o sempre, ainda que esqueçamos, basta haver um reencontro e todos lembraremos que almoço antes de meio dia é café da manhã. E todo o resto. Não sou desses que acha que todo mundo fica perfeito depois que parte, mas… O Erick tinha defeitos? E quem não tem. Mas tinha qualidades que superavam tudo isso. Era uma peça fundamental num dos ciclos de amigos que fiz na faculdade, sempre catalisando muitas risadas, piadinhas e até músicas! Mas não só com meus amigos, muitas vezes, era através da presença dele  que tinha conversas reais com pessoas com quem, geralmente, não passava de bom dia.

Hoje, vejo nos corredores da vida, gente pagando e vendendo ajuda na faculdade. Ou sou muito ultrapassado, mas acho isso uma grande vergonha. Muitas vezes, a gente pode até ficar com preguiça de explicar uma coisa para alguém, mas com esse grande homem, sentia que também eu deveria me esforçar para explicar matéria aos outros, mesmo aqueles que só falam contigo quando precisam de algo…

1 ano atrás, recebia um telefonema chato. Que eu queria que fosse culminar numa visita ao hospital, dar um abraço de força, mas infelizmente não deu. E, numa fase que já havia acontecido outras coisas chatas, esse fato finalmente me fez ruir em lágrimas e derrubou a fortaleza. E foram semanas de incredulidade, de pesadelos. De passar por lugares e virem lembranças, mesmo sendo lugares triviais, de estar todos os dias passando lá. De ficar revoltado de tudo terminar numa nota obscura no site de um jornal, sem ao menos ter se dado ao trabalho de digitar seu nome corretamente.

Sempre me considerei com muita sorte de tê-lo como amigo. Só não era legal jogar no mesmo time que ele no futebol, mas fora isso, foi uma excelente dupla de Fisquiexp, quando a gente fazia bolão pra saber que horas os espertalhões da turma iam terminar o experimento. Era uma proteção. Fico feliz por ter um dia, mesmo já tendo almoçado, tê-lo acompanhado e percebi que ele ficou realmente agradecido pela companhia.

Enquanto tivermos incorporadas as manias que pegamos com o contato dessa mente criativa e inquieta, vamos deixá-lo vivo, sem dúvidas. Ainda que eles não esteja para xingar aqueles que nos ferem. Deixo, então, minha homenagem com essa banda que ele me perturbou  tanto para ouvir e que, hoje, gosto muito (outra foi o Machine Head), embora muito provavelmente, não era essa a sua música favorita deles, muito calminha… Sem mais, sinto a falta…